Histórico

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Estádio Municipal Barão de Serra Negra

 

fonte - Selam/Acervo Esportivo
texto e pesquisa - Prof. Antonio Carlos Zinsly de Mattos

 

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Localização

O Estádio Municipal Barão de Serra Negra está localizado no bairro alto, no quadrilátero formado pelas ruas Morais Barros, Silva Jardim, 13 de Maio e Avenida Independência, e faz parte do Conjunto Esportivo Municipal, que hoje comporta o estádio de futebol, com pista de atletismo, piscina, ginásio principal e o mini ginásio.

 

O Estádio possui capacidade para 26.528 pessoas, mas a Federação Paulista de Futebol atribui carga para 18 mil pessoas, por medida de segurança. O Barão tem vestiários para equipe local, visitante e arbitragem, torres de iluminação para jogos e eventos noturnos. As bilheterias e portarias, em número de seis, estão dispostas nas quadras que delimitam o conjunto.

 

O Estádio teve inicialmente, após a conclusão das obras, a implantação de 2978 cadeiras cativas, divididas em três setores, assim distribuídas: setor 1 com 1057 cadeiras, setor 2 com 756 e setor 3 com 1165 cadeiras. Após as reformas feitas à partir de 2011, o setor foi ampliado e passou a contar com 6570 cadeiras (detalhes no capítulo "outras informações" descrito abaixo).

 

Na parte superior das cativas ficam a cabines para imprensa escrita, falada e televisada. O estádio conta com placar eletrônico. A iluminação do estádio é feita por holofotes, dispostos em 4 torres, localizadas atrás das arquibancadas e das cativas, no sentido longitudinal do gramado, totalizando 160 mil watts de potência. O campo de futebol tem as dimensões de 101 x 75,30 metros.

 

A pista de atletismo, denominada Aparecida de Fatima Adão, em 2015, tem piso composto a base de carvão, com 404 metros de contorno, possui 6 raias, caixas para saltos e áreas para arremessos, projetada para competições da modalidade, inclusive as oficiais. Foi concluida em fins da década de 1960.

 

O estádio conta com Sala de Musculação que atende a necessidade de vários projetos e equipes esportivas. Além da sala da administração, localizada ao lado da escadaria de acesso às cativas, o estádio cede espaço para funcionamento do setor de eventos comunitários, sala de atividade do Projeto Clarear, ambos da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras. O Barão também abriga as sedes do EC XV de Novembro, Liga Piracicabana de Futebol, Associação Varzeana de Futebol, Associação Independente de Futebol Varzeano, Associação Piracicabana de Árbitros, alojamento dos atletas do XV, refeitório municipal - hoje cedido para o XV de Novembro - e o Centro Municipal de Fisioterapia Esportiva, inaugurado em 11 de março de 2011.

 

No estádio são realizados jogos de futebol, válidos pelas competições de entidades locais, em várias categorias, jogos oficiais da Federação Paulista de Futebol, torneios de atletismo, solenidades de abertura de várias competições, encontros e shows artísticos e religiosos.

Desde a sua construção, o Estádio Barão de Serra Negra, sempre foi de responsabilidade da Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras, embora, atualmente, esteja cedido em comodato, com regime parcial, até fevereiro/2018, ao EC XV de Novembro. Isto quer dizer que a sua administração é conjunta, ou seja, o clube o utiliza para suas práticas esportivas, contudo, pode cedê-lo a terceiros para realização de eventos, mediante prévio entendimento com o poder público. A Selam, por sua vez, pode utilizar ou ceder o equipamento para a realização de eventos, sempre respeitando as atividades do clube.

 

Um pouco da história

 

A idéia da construção do Estádio Municipal surgiu em 1953. Na época, o prefeito Dr. Samuel de Castro Neves, assinou a lei nº 368, autorizando a desincorporação da classe dos bens de uso comum do povo e transferência para a dos patrimoniais do Município, de uma área medindo 48.767,52 metros quadrados, que constituía a Praça Barão de Serra Negra.

 

Localizada na parte alta da cidade, a área é demarcada pelo quadrilátero formado pelas Ruas Morais Barros, Silva Jardim, 13 de Maio e Avenida Independência, que anos mais tarde, viria ser o Conjunto Esportivo Municipal. No decorrer das obras a maquete original não foi seguida à risca apresentando alterações distintas. Veja FOTO.

 

O projeto visava, não só a construção do Estádio, mas também do Ginásio Municipal, cujas obras foram iniciadas pouco tempo depois, atendendo a necessidade de Piracicaba com mais uma praça de esportes para os Jogos Abertos do Interior, evento que sediaria em 1955.

 

Ainda na administração do Dr. Samuel de Castro Neves, foi criada a Comissão Pró Construção do Estádio Municipal, composta por cinco membros, que teriam a incumbência de elaborar as plantas, efetuar pagamentos diversos, obter donativos, proceder à venda das cadeiras cativas e elaborar estatutos que regeriam seu funcionamento, entre outras atribuições.

 

Em 1960, na administração do Prefeito Francisco Salgot Castillon, foi publicado a lei 924, autorizando a construção do Estádio Municipal e de três mil cadeiras cativas. As obras foram iniciadas em 1961 com a derrubada das árvores do bosque existente no local.

 

As obras se arrastaram por quase cinco anos, até que em 04 de setembro de 1965, o Estádio Municipal foi inaugurado, inacabado, pelo Prefeito Luciano Guidotti, diante de um público de 15.674 pessoas que prestigiaram o zero a zero de XV e Palmeiras, válido pelo campeonato paulista da FPF.

 

Na solenidade de inauguração houve o hasteamento das bandeiras do Brasil, de São Paulo e de Piracicaba, pelo srs. Luciano Guidotti, Paulo Machado de Carvalho e Lino Morganti, respectivamente. O Estádio Municipal recebeu as bênçãos do Frei Estevam Maria de Piracicaba.

O presidente palmeirense Sr. Delfino Facchina doou à Prefeitura uma placa de bronze para ser afixada no Barão com os dizeres: “A SE Palmeiras homenageia o dinâmico povo de Piracicaba e a operosidade da sua Prefeitura, na inauguração do Estádio Municipal – 4 de setembro de 1965”. Encerrando a festividade, houve a tradicional volta inaugural realizada pelo prefeito e sua comitiva.

 

Alguns dias após esse dia festivo, Luciano Guidotti nomeou o primeiro administrador do Estádio Municipal, cuja confiança recaiu sobre seu irmão, Sr. João Guidotti.

 

O Estádio Municipal recebeu o nome de “Barão de Serra Negra” dois meses e meio após a inauguração, conforme consta na Lei nº 1365, de 18 de novembro de 1965.

 

O nome dado ao estádio gerou discussão e comentários a respeito do assunto, principalmente por parte da imprensa radiofônica, durante programas esportivos e transmissões dos jogos do XV, contestando a grafia errada do título de Francisco José da Conceição que foi Barão daSerra Negra e não Barão de Serra Negra.

 

Porém, o fato de ser grafado com “de” é anterior a esse episódio. Há muitos anos, no mesmo local, já havia uma Praça denominada "Praça Barão de Serra Negra".

 

Enfim, no decorrer dos tempos não houve correção e o estádio continuou com grafia errada por mais de quatro décadas, até que o poder público, em 3 de abril de 2012, promulgou a lei 7.286 reparando o erro. Agora sim, estufamos o peito ao chamá-lo "Barão da Serra Negra".

Construção do Barão - Fotos


Francisco José da Conceição, o “Barão da Serra Negra”

baro da serra negra

Nascido em Piracicaba, em 1824, Francisco José da Conceição, filho do português Antônio José da Conceição e de Dona Rita da Conceição, consagrou-se como um ilustre cidadão a quem Piracicaba muito deve pelos serviços prestados.

 

Homem de elevado caráter, sentimentos nobres, enérgico, franco e expansivo, dedicou-se na sua juventude ao comércio, estabelecendo-se com loja de fazendas, armarinhos, ferragens e outros artigos. Sério, inteligente e dedicado, soube cativar a freguesia, e deu considerável impulso ao seu estabelecimento, conseguindo bons resultados.

 

Como possuía espírito empreendedor e vocação para os negócios, resolveu expandir suas atividades, dedicando-se a lavoura. Mostrou excelentes qualidades como agricultor e com muito tino administrativo iniciou sua caminhada vitoriosa com amor a profissão, sem medo do trabalho, conseguindo compensações abundantes o que, mais tarde, o tornaria um dos homens mais ricos do estado.

 

Com o passar do tempo, seu bem estar e independência financeira, além de bom patriota que era, o envolveram com o meio político. Sua dedicação ao Partido Conservador, sua hombridade, despertaram muitos interesses, caindo nas graças do Imperador Dom Pedro II que lhe conferiu o título de “Barão da Serra Negra” , como prêmio àquele que honrou seu brasão, pela sua virtude, dedicação e respeito à monarquia.

 

Antes de receber o título de Barão, Francisco José da Conceição já ocupava o posto de Coronel da Guarda Nacional, honra muito elevada naqueles tempos.

 

Firme em seus princípios políticos e sabendo articular campanhas, chegou a chefia do Partido Conservador ganhando a confiança de todos. Com experiência e prestigio dominava a rebeldia dos integrantes mais afoitos, e sob sua orientação o partido foi a grande força na marcha dos negócios públicos.

 

Francisco José da Conceição, o ilustre Barão da Serra Negra, foi casado com a Sra. Gertrudes Euphrosina da Rocha, filha do Capitão Manoel da Rocha Garcia. Passou o último quarto de sua vida na Fazenda Bom Jardim, em Rio das Pedras, de onde administrava as diversas fazendas que possuía. Faleceu em 2 de outubro de 1900, aos 76 anos e está enterrado, por vontade própria, em jazigo nessa fazenda.

 

Outras Informações

 

iluminação – cativas – reformas e melhorias

 

Conforme dissemos acima, o Estádio Barão da Serra Negra foi inaugurado inacabado, sendo necessária ainda a conclusão de aspectos importantes como a cobertura das cativas e instalação das torres de iluminação, obras que foram concluídas nos três anos seguintes.

 

As torres de iluminação foram acesas pela primeira vez em 05/junho/1968, por ocasião do jogo entre XV 1 x 0 Palmeiras, válido pelo campeonato paulista.

 

Quase duas décadas mais tarde, precisamente em 1987, o Barão recebeu duas reformas importantes. A cobertura das cativas foi renovada e quatro novas torres de iluminação começaram a ser instaladas, porém em local diferente e mais adequado que as antigas, que eram afixadas nos cantos, em diagonal às bandeiras do escanteio. Possuíam fraca potência não proporcionando iluminação adequada.

 

As novas torres, com 160 mil watts de potência, foram afixadas nas laterais do estádio, duas em cada lado, e acesas pela primeira vez durante a abertura dos 53º Jogos Abertos do Interior, em 29 de agosto de 1988.

 

De lá para cá, o Barão passou por varias melhorias e reformas. Na virada do século, início dos anos 2.000, a administração aproveitou parte do espaço existente sob as cativas para construção e adaptação do alojamento dos atletas do XV e também do refeitório municipal, este atendendo inicialmente as necessidades dos atletas da Secretaria Municipal de Esportes e, hoje, servindo aos jogadores do XV de Piracicaba.

 

Outras obras vieram na segunda década do novo milênio, quando o XV retornou a divisão de elite do futebol paulista, adequando o Estádio Municipal às exigências da Federação Paulista de Futebol.

 

As principais melhorias foram: gramado totalmente trocado, drenagem refeita, reforma e pintura dos banheiros e dos vestiários, reestruturação das cabines de TV e Rádio, o alambrado ganhou nova estrutura, rede elétrica renovada, instalação de câmeras de monitoramento, reestruturação do banco de reservas e ampliação e troca das cadeiras e da cobertura do setor das cativas.

 

Concluídas as reformas, a área das cativas passou a contar com 6570 cadeiras, assim distribuídas: 2470 no setor 1, 2829 no setor 2 e 1271 no setor azul (aposentados e idosos).

O Estádio Municipal recebeu pintura interna, realçando nas cores branco e preto o lado das gerais da Avenida Independência e seu prolongamento até o Ginásio Municipal. O contorno da Independência com Morais Barros ganhou listras em vermelho escuro e branco e como destaque a figura do Nhô Quim e o emblema do clube estampados nos degraus. As escadas de acesso, tanto das gerais como das cativas ganharam tom amarelo, assim como todo o gradil de proteção.

 

As cores do XV prevaleceram na pintura externa, dando um bonito aspecto ao Estádio Municipal, principalmente visto do alto ou mais distante, perdendo aquela aparência de mausoléu antigo, de tijolos carcomidos pelo desgaste de 45 anos sem reparo e pintura externa. Quem o vê hoje, sente-se orgulhoso por estar admirando não o Barão da Serra Negra, mas sim o “Barão de todos nós.

 

As maiores lotações do Barão da Serra Negra

 

As informações abaixo foram pesquisadas no livro “A história do XV - II parte – 1947-1990”, de autoria do jornalista Delphim Ferreira da Rocha Netto. A relação de público pagante é descrita pelo autor a partir de 1976, não sendo possível, portanto, avaliarmos os dez primeiros anos de jogos no Barão da Serra Negra, inaugurado em 4 de setembro de 1965.

 

Como sabemos, o estádio foi projetado para comportar 26.528 pessoas. Porém atualmente, a Federação Paulista de Futebol, por medida de segurança, não permite lotação superior a 18 mil pessoas. Em razão disso, entendemos que, mesmo faltando os dez primeiros anos de atividades futebolísticas, onde não houve aferição de público, a listagem abaixo apresenta realmente as maiores lotações do Barão da Serra Negra.

 

29/out/1978 - XV 3 x 4 Corinthians - campeonato paulista divisão especial

público pagante: 24.828 pessoas - renda: CR$ 798.900,00

 

14/jul/1976 - XV 0 x 0 Corinthians - campeonato paulista divisão especial

público pagante: 20.830 pessoas - renda: CR$ 415.000,00

 

02/nov/1977 - XV 1 x 1 São Paulo - campeonato brasileiro

público pagante: 19.951 pessoas - renda: CR$ 650.920,00

 

10/ago/1977 - XV 2 x 3 Corinthians - campeonato paulista divisão especial

público pagante: 19.798 pessoas - renda: CR$ 457.510,00

 

25/nov/1984 - XV 0 x 0 Santos FC - campeonato paulista divisão especial

público pagante: 19.251 pessoas - renda: CR$ 62.442.000,00

 

27/nov/1983 - XV 1 x 0 Noroeste - campeonato paulista da 2ª divisão

público pagante: 19.123 pessoas - renda: CR$ 18.260.000,00

 

11/mar/1978 - XV 1 x 0 São Paulo - campeonato paulista divisão especial

público pagante: 18.519 pessoas - renda: CR$ 558.760,00

 

21/set/1980 - XV 0 x 1 Corinthians - campeonato paulista divisão especial

público pagante: 17.792 pessoas - renda: CR$ 1.722.650,00

 

09/ago/1987 - XV 0 x 0 Santos FC - campeonato paulista divisão especial

público pagante: 17.637 pessoas - renda: CR$ 1.058.220,00

 

07/dez/1977 - XV 1 x 0 Flamengo-RJ - campeonato brasileiro

público pagante: 17.302 pessoas - renda: CR$ 580.350,00

 

Primeiro gol no Barão – primeiro gol e primeira vitória do XV

Na época da inauguração do estádio, os piracicabanos viveram dias na expectativa do primeiro gol a ser marcado no Barão da Serra Negra e de quem seria o privilégio. Imprensa e torcedores comentavam e discutiam as probabilidades. Conforme a tabela do campeonato, o XV receberia a SE Palmeiras - jogo da inauguração - a seguir viria o São Paulo FC e alguns dias depois o SC Corinthians Paulista.


A torcida palmeirense tinha certeza do primeiro gol, pois um dos melhores times do país e grandes craques como Dudu, Ademir da Guia, Djalma Santos, Tupãzinho, estariam no espetáculo. Além do mais, ainda havia o tabu do Palmeiras nunca ter sido derrotado pelo o XV, em Piracicaba, desde a década de 20. Por outro lado, os piracicabanos, mesmo sabendo das limitações do time do XV, não sonhavam com a vitória, mas torciam para que o XV marcasse o primeiro gol do Barão. Ao contrário do esperado, o XV soube segurar a famosa “Academia“ e ninguém balançou as redes naquele dia. Três dias depois o XV enfrentou o São Paulo de Bellini, Dias, Zé Roberto, Paraná e o jogo também não saiu do zero a zero.

 

Em 19 de setembro, o XV recebeu o Corinthians de Rivelino e quem teve a felicidade de balançar pela primeira vez as redes do Barão da Serra Negra foi o artilheiro Flavio, aos 31min do 1º tempo. No início da segunda etapa, logo aos 3min, o zagueiro Pescuma empatou o jogo marcando o primeiro gol quinzista no estádio recém-inaugurado.

 

Passada a euforia do primeiro gol, veio a expectativa da primeira vitória quinzista que só aconteceu em 26 de setembro ao bater o Comercial por 3 a 1. Até então, haviam sido dois empates e duas derrotas – o XV também perdeu, em casa, para o Guarani de Campinas por 2 x 0.

Infelizmente, no ano da inauguração do Estádio Barão da Serra Negra, 1965, o XV foi rebaixado de divisão, retornando à especial em 1967 para as disputas do paulista de 1968.

 

04/set/1965 - XV 0 x 0 SE Palmeiras - XV – Silvio, Virgilio, Pescuma, Dorival e Chiquinho; Bastos e Emilio; Warner, Rodarte, Benê e Sabino. Técnico: Gilson Silva. Palmeiras – Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Ferrari e Dudu; Procopio e Ademir da Guia; Servilio, Tupãzinho e Rinaldo. Público: 15.674 pessoas. Renda: CR$ 19.825.000,00.

 

07/set/1965 - XV 0 x 0 São Paulo FC - XV – Silvio, Virgilio, Pescuma, Dorival e Chiquinho; Bastos e Emilio; Nondas, Rodarte, Picolé e Sabino. Técnico: Gilson Silva. São Paulo – Suly, Orlando Cunha, Bellini, Renato e Dias; Jurandir e Zé Roberto; Alan, Nenê, Paulo Valentim e Paraná. Renda: CR$ 7.797.000,00.

 

19/set/1965 - XV 1 x 3 SC Corinthians Paulista - XV – Silvio, Virgilio, Pescuma, Bastos e Dorival; Chiquinho e Emilio; Nondas, Benê, Picole e Sabino. Técnico: Gilson Silva. Corinthians – Marcial, Jair Marinho, Eduardo, Clovis e Edson; Dino e Rivelino; Marcos, Flavio, Airton e Gilson Porto. Renda: CR$ 13.651.000,00. Público: 7.560 pagantes

Gols - Flavio (Cor) aos 31m 1º T - primeiro gol assinalado no Barão

Pescuma (XV) aos 3M 2º T - primeiro gol marcado pelo XV no Barão

Flavio (Cor) aos 33M 2º T

Marcos (Cor) aos 40M 2º T

Nota – no final da partida os 22 jogadores trocaram socos e pontapés. Alguns torcedores invadiram o campo.

 

 

26/set/21965XV 3 x 1 Comercial - XV – Silvio, Virgilio, Pescuma, Dorival e Chiquinho; Bastos e Rodarte; Tabai, Benê, Picolé e Sabino. Técnico: Gilson Silva. Comercial – Rui, Ferreira, Esmeraldo, Jorge e Amaury; Piter e Carlos Cesar; Luiz Carlos, Luiz Trombada, Jair Bala e Ari. Marcadores – Chiquinho, Tabai e Benê para o XV e Ari para o Comercial.

 

Legislação

§ Lei nº 368 - de 3 de julho de 1953 – autoriza a desincorporação da classe dos bens de uso comum do povo e transferência para a dos patrimoniais do município, da área de terreno que constitui a Praça Barão de Serra Negra.

§ 18 de dezembro de 1958 – publicação Lei nº 732, assinada pelo prefeito Luciano Guidotti, autorizando o município a contrair empréstimo até o montante de CR$ 30 milhões de cruzeiros, para conclusão das obras de construção do Estádio, Teatro e Paço Municipal.

§ 24 de novembro de 1960 – publicação da Lei nº 924, assinada pelo prefeito Francisco Salgot Castillon, autorizando a construção do estádio municipal e alienação de cadeiras cativas.

§ 06 de dezembro de 1960 – publicação do Decreto 374 – regulamenta a Lei 924 que trata das obras da construção do Estádio Municipal.

§ 02 de outubro de 1964 – Portaria 120 - nomeia a comissão para orientação e fiscalização das obras de construção do Estádio Municipal de Esportes.

§ 27 de agosto de 1965 – Decreto nº 513 – dispõe sobre o uso das dependências do Estádio Municipal, preços de sua utilização e dá outras providências.

§ 16 de setembro de 1965 – Portaria nº 141 – nomeia o Sr. João Guidotti para superintender a administração do Estádio Municipal.

§ Lei nº 1365 - de 18 de novembro de 1965 – Denomina o Estádio Municipal.

§ 10 de dezembro de 1965 – Lei nº 1379 – autoriza o livre acesso a Emissoras de Rádio e TV no Estádio Municipal Barão de Serra Negra.

§ 22 de junho de 1967 – Portaria – nomeia comissão para dar parecer sobre as propostas apresentadas à Concorrência Pública nº 34/67.

§ 11 de julho de 1967 – Portaria – nomeia comissão para dar parecer sobre as propostas apresentadas à Concorrência Pública nº 36.

§ 16 de maio de 1984 – Decreto nº 3866 – Permite ao EC XV de Novembro a utilização de espaços para exploração de publicidade e/ou anúncios no Estádio Municipal Barão de Serra Negra, neste município e dá outras providências (revogado pelo decreto 4416).

§ 04 de julho de 1986 – Lei nº 2777 – autoriza a alienação das cadeiras cativas construídas pela Prefeitura nas dependências do Estádio Municipal Barão de Serra Negra e dá outras providências.

§ 09 de janeiro de 1987 – Decreto nº 4416 – permite ao EC XV de Novembro a utilização de espaços externos para exploração de publicidade e/ou anúncios no Estádio Municipal Barão de Serra Negra, neste município e dá outras providências.

§ 10 de agosto de 1987 – Lei nº 2850 – atualiza valores para alienação de cadeiras cativas construídas pela Prefeitura nas dependências do Estádio Municipal Barão de Serra Negra e dá outras providências.

§ 29 de outubro de 1996 – Decreto nº 7384 – permite o uso, a título precário e gratuito, de dependências do Estádio Municipais Barão de Serra Negra, à Associação Varzeana de Futebol, para desenvolvimento de suas atividades e dá outras providências.

§ 06 de maio de 1998 – Lei nº 4445 (comodato de 10 anos) – autoriza o Poder Executivo a conceder direito real de uso parcial, a título gratuito, do Estádio Municipal Barão de Serra Negra ao EC XV de Novembro de Piracicaba e dá outras providências (contrato de concessão em anexo).

§ 15 de fevereiro de 2008 – aditamento do contrato de concessão de direito real de uso parcial, a título gratuito, do Estádio Municipal Barão de Serra Negra, entre a Prefeitura do Município de Piracicaba e o EC XV de Novembro, pelo prazo de 10 anos.

§ lei 7.286, de 3 de abril de 2012 - corrige a denominação do estádio municipal.

 

§ lei 8.202, de 25 de maio de 2015 - denomina a pista de atletismo do estádio municipal.

 

 

Escrito por Antonio Carlos Zinsly de Mattos
Ter, 02 de Março de 2010 14:24
 

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